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Stéphane Point falou ao vivo para o canal BFM Business no dia 7 de maio: veja aqui a entrevista completa

Stéphane Point, Presidente da Rede de Serviços Onet, falou ao vivo para o canal BFM Business, no dia 7 de maio, respondendo à jornalista Stéphanie Coleau sobre a retomada das atividades econômicas. Na entrevista, ele conta como a Onet, uma das principais empresas do segmento de manutenção e limpeza da França, acompanha os seus clientes neste momento.

Leia abaixo a entrevista.

Você notou um boom na procura por serviços de desinfecção e limpeza após o fim da quarentena?

“Percebemos uma grande demanda neste momento de retomada das atividades. Obviamente, os serviços de desinfecção são essenciais para permitir que os colaboradores retornem ao trabalho em total segurança e para tranquilizar os usuários de transportes públicos e hotéis, oferecendo um ambiente saudável.”

Em que tipos de locais vocês atuam e como um determinado local é descontaminado?

“Estamos diante de uma crise sanitária significativa, quando há uma alta procura pelos nossos serviços. É claro que nem todas as solicitações podem ser atendidas ao mesmo tempo. De acordo com as declarações mais recentes do governo e dos ministros, os protocolos serão adotados de maneira gradual. Portanto, para quem está nos ouvindo, a palavra de ordem é uma só: antecipar

Acreditamos sinceramente que a demanda não é pontual, mas estrutural, e esse é um cenário de longo prazo. A preocupação com a higiene será um tema cada vez mais importante. O fluxo de passageiros nos meios de transporte, a volta dos trabalhadores aos escritórios e o retorno dos clientes às lojas físicas fará com que a prestação de serviços sanitários seja mais frequente e intensa.”

Como vocês administram essa demanda internamente?

“É preciso se organizar. Solicitamos às nossas equipes que, às vezes, atuem por horas extras, aumentamos a frequência dos serviços prestados e planejamos a demanda junto aos nossos clientes. Somos a empresa nº 1 do setor na França, temos mais de 200 filiais no país e uma força de trabalho de mais de 50.000 agentes. 

 

Nossas equipes estão plenamente mobilizadas. Mesmo que tenhamos sido afetados pela pandemia – como todas as demais empresas, já que muitos dos nossos clientes tiveram suas atividades limitadas ou até mesmo interrompidas –, temos hoje todos os recursos à disposição para administrar a situação e o aumento da demanda.”

Vocês passaram a prestar serviços mais específicos?

“Com certeza. Cada serviço depende muito do tipo de instalação (fábrica, escritório, rede de transportes, etc.), e analisamos caso a caso, com recomendações sob medida para cada cliente. Em alguns casos, são serviços simples de limpeza, mas que realizamos com mais frequência, como a desinfecção de superfícies de contato, maçanetas e interruptores, por exemplo. 

Em outros casos, às vezes são necessários procedimentos específicos de desinfecção. E às vezes também é necessário realizar manutenções técnicas mais elaboradas, como a desinfecção por via aérea para limpar as superfícies e o interior dos móveis. São serviços que usam uma tecnologia bastante avançada e que requerem treinamento específico para os nossos colaboradores. 

Além disso, os hábitos também irão mudar, já que, a partir de agora, todos somos responsáveis. Atualmente, recebemos muitos pedidos de kits de limpeza individuais, pois não cabe só ao gerente da empresa garantir a higiene – esse é um papel de todos os colaboradores. Há uma demanda crescente. Limpeza e higiene são temas que dizem respeito a todos.”

De que forma a crise sanitária deverá transformar a indústria de serviços de limpeza e higiene? Esse será um novo setor estratégico?

“Não há dúvida, o cenário mudou completamente. Antigamente, nossos serviços eram realizados mais cedo, antes da abertura dos escritórios, para que o ruído do aspirador não incomodasse as pessoas. Mas hoje, acompanhar a atuação das nossas equipes é reconfortante. A limpeza não é mais um trabalho secundário; ela tem uma importância real. Isso se reflete no feedback que recebemos dos nossos clientes. 

Desde o início da crise, iniciamos um diálogo com os nossos clientes em um nível superior, dentro de um conceito mais estratégico. Agora, eles levam em consideração a nossa expertise quando planejam as suas instalações ou implementam novas ferramentas de produção.

Hoje em dia, as empresas entendem que, se quiserem manter o nível de desempenho, é preciso considerar as questões de higiene e limpeza em toda a cadeia de produção, desde a concepção das operações. 

No ano passado, por meio de uma pesquisa encomendada para a consultoria Ipsos, a Onet descobriu que, para 98 % dos trabalhadores, a limpeza é fundamental. Neste momento, essa é uma questão ainda mais estratégica, e isso pode ser percebido em nosso contato diário com os clientes. Como a principal empresa do segmento, também temos um papel fundamental neste momento de retomada econômica, já que os líderes empresariais precisam passar tranquilidade aos seus colaboradores. Existe uma preocupação legítima e que é amplamente compartilhada. A higiene e a limpeza serão elementos capazes de tranquilizar os colaboradores e garantir o bem-estar deles. Dessa forma, creio que a limpeza é uma questão estratégica, e não apenas uma comodidade.